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Comprar casa em Portugal nunca foi tão desafiante, especialmente para quem está a dar os primeiros passos na vida adulta. 

O crédito habitação jovem até aos 35 anos surgiu precisamente para facilitar esse caminho, com condições mais acessíveis, apoios do Estado e benefícios fiscais que podem fazer toda a diferença na hora de comprar casa.

Desde a isenção de IMT, à possibilidade de financiamento até 100% com garantia pública, existem hoje várias medidas que tornam este objetivo mais realista, desde que saibas como funcionam.

Neste guia, vais perceber:

Crédito habitação jovem até aos 35: o que realmente significa

Na prática,o Crédito Habitação jovem trata-se de um crédito habitação “normal”, mas com algumas condições mais favoráveis para quem tem até 35 anos, seja através de apoios do Estado, benefícios fiscais ou campanhas específicas dos bancos.

Isto é, não existe um “produto mágico” exclusivo para jovens. O que existe são vantagens adicionais que podem facilitar o acesso à compra de casa.

O que muda, então, para os jovens?

Dependendo do teu perfil e da tua situação, podes ter acesso a:

Mas atenção: estas vantagens não são automáticas. O teu perfil é avaliado com base nos teus rendimentos, estabilidade profissional, taxa de esforço, e histórico de crédito, e os apoios do Estado têm critérios específicos que precisam de ser cumpridos.

Condições para ter Crédito Habitação Jovem

Para aceder ao crédito habitação jovem até aos 35 anos, não basta cumprir o critério da idade. Em 2026, os requisitos cumulativos para os apoios estatais são:

O que realmente determina a aprovação bancária é:
👉 a tua capacidade financeira
👉 a estabilidade dos teus rendimentos (contratos efetivos são muito valorizados)
👉 e o teu histórico bancário (sem incidentes no Banco de Portugal)

Quanto podes financiar (e se precisas de entrada)

Uma das maiores dúvidas de quem procura crédito habitação jovem até aos 35 é perceber quanto é que o banco realmente financia.

Na maioria dos casos, os bancos financiam até 90% do valor do imóvel (considerando o mais baixo entre o valor de compra e a avaliação). Isso significa que precisas, normalmente, de uma entrada inicial de cerca de 10%, além de suportar outros custos associados à compra.

Financiamento a 100%, existe?

Sim, mas apenas em situações específicas. Com a chamada garantia pública do Estado, pode ser possível financiar até 100% do valor do imóvel. Neste caso, o Estado funciona como fiador para uma parcela de até 15% do valor da transação, reduzindo o risco para o banco.

O que deves mesmo ter em conta

Mais do que o montante financiado, o mais importante é perceber quanto vais pagar todos os meses e qual será o impacto real no teu orçamento.

Porque conseguir o crédito é só uma parte da equação. Mantê-lo de forma confortável ao longo do tempo é o que realmente importa.

E há um detalhe que muitas vezes passa despercebido:

👉 o custo do crédito não depende apenas da taxa de juro.

Existem outros fatores que influenciam o valor final, e alguns deles podem pesar mais do que esperas ao longo dos anos.

Apoios para jovens até aos 35 anos

Se estás a pensar avançar com um crédito habitação jovem até aos 35, há boas notícias: existem alguns apoios que podem reduzir significativamente o custo inicial da compra.

Insenção de IMT e Imposto do Selo

Um dos principais apoios é a possibilidade de isenção (ou redução) do IMT (Imposto Municipal sobre Transmissões) e do Imposto do Selo.

Na prática, isto pode traduzir-se numa poupança de vários milhares de euros no momento da compra, especialmente em imóveis de valor mais baixo.

No entanto, esta isenção depende de fatores como:

👉 Ou seja, é essencial confirmar sempre as condições atualizadas antes de avançar.

Garantia pública pelo Estado

Esta medida, válida para contratos celebrados até 31 de dezembro de 2026, permite facilitar o acesso ao financiamento total. A garantia do Estado vigora durante os primeiros 10 anos do contrato e serve para viabilizar o empréstimo a quem tem rendimentos estáveis mas ainda não conseguiu reunir a totalidade da entrada.

O que deves mesmo aproveitar

Os apoios podem ajudar imenso na fase inicial, mas deves olhar para o MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor).  Este indicador mostra-te quanto vais pagar no total pelo crédito, incluindo juros, impostos e seguros, ao longo de todo o prazo.

Taxas de juro no crédito habitação jovem: o que deves mesmo considerar

Vais ter de escolher o tipo de taxa de juro e essa decisão vai influenciar diretamente a tua vida financeira.

Taxa variável: mais comum

A taxa variável é a mais utilizada em Portugal e está indexada à Euribor, o que significa que a prestação pode variar ao longo do tempo. Na prática, tende a começar com valores mais baixos, mas pode subir (ou descer) consoante a evolução do mercado.

👉 É uma opção mais flexível, mas também mais imprevisível.

Taxa fixa: estabilidade total na prestação

Na taxa fixa, a prestação mantém-se igual durante o período contratado, independentemente das variações da Euribor. Isto permite maior previsibilidade e controlo do orçamento mensal, embora, regra geral, implique uma prestação inicial mais elevada.

👉 É uma escolha mais conservadora, pensada para quem valoriza estabilidade.

Taxa mista: equilíbrio entre segurança e flexibilidade

A taxa mista combina as duas abordagens. Durante os primeiros anos, tens uma taxa fixa (com prestação estável) e, depois, o crédito passa para taxa variável.

👉 Funciona como um “meio-termo”, oferecendo alguma proteção inicial, mas mantendo exposição ao mercado no futuro.

Todos os custos do teu crédito habitação

Custos na fase de compra

Custos ao longo do tempo

Além da prestação, tens os seguros obrigatórios (Vida e Multirriscos) e as comissões de manutenção de conta, que somadas ao longo de 30 anos podem custar milhares de euros.

Seguros no crédito habitação: onde podes poupar centenas (ou milhares) de euros

Aqui está um dos pontos mais críticos para a tua poupança.

O que quase ninguém te explica

Quando fazes o crédito, o banco apresenta normalmente uma proposta de seguro de vida. Por ser a opção mais simples, acaba por ser aceite sem grande análise.

👉 Mas não és obrigado a contratar o seguro no banco.

Podes escolher uma alternativa fora, desde que cumpra os critérios exigidos e é aqui que pode existir margem real de poupança.

Onde está a diferença

O preço de um seguro de vida pode variar bastante entre seguradoras, mesmo com coberturas semelhantes. Ao longo de um crédito a 30 ou 40 anos, essa diferença pode representar milhares de euros.

👉 E muitas vezes, tudo se resume a uma decisão que foi tomada sem comparação.

Como a BELT pode ajudar-te a poupar

A Belt Seguros ajuda-te a comparar diferentes opções de seguro de vida, garantindo que cumprem os requisitos do banco, mas com um custo mais ajustado.

Assim, consegues:

👉 sem complicar o processo.

O que deves mesmo reter

No crédito habitação, os detalhes fazem a diferença. 👉 O seguro de vida é uma das maiores oportunidades de poupança ao longo de 30 ou 40 anos. 👉 Estar informado sobre os teus direitos (como o Direito ao Esquecimento) protege não só a tua carteira, mas a tua dignidade no acesso ao crédito.

Antes de assinares, compara sempre o MTIC e não hesites em procurar alternativas para os teus seguros. No final do dia, são esses milhares de euros poupados que podem ajudar-te a pagar a tua casa mais cedo.

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